A Baía de Guanabara ocupa lugar central na história, na economia e na identidade do Rio de Janeiro. Contudo, por trás de sua importância ambiental e simbólica, existe um território marcado por decisões que moldam seus usos, seus conflitos e seu futuro.
Em O outro lado da baía: quem decide o futuro da Baía de Guanabara?, Claudio Aranha apresenta uma análise crítica sobre os atores, interesses e estruturas de poder que influenciam a governança desse espaço complexo. A obra revela como governos, empresas, órgãos ambientais, setores econômicos e instituições disputam a definição das prioridades territoriais, enquanto comunidades tradicionais, pescadores artesanais e populações vulnerabilizadas frequentemente permanecem à margem dos processos decisórios.
Ao abordar temas como governança socioambiental, planejamento territorial, saneamento, participação social e justiça socioambiental, o autor demonstra que a degradação da Baía não é resultado do acaso, mas consequência de escolhas políticas, econômicas e institucionais acumuladas ao longo do tempo.
Mais do que discutir a recuperação ambiental da Guanabara, este livro propõe uma reflexão fundamental: não haverá futuro sustentável para a Baía sem democratização das decisões que definem seu destino.

