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Capa do livro Amazonas Dramaturgia

Artes

Amazonas Dramaturgia

Volume 5

Autoria: Iogan Montefusco, Emily Danali, Henrique Campelo, Wallace Abreu, Paulo Tiago de Souza, Felipe Maya Jatobá, Maria Gorete Firmino de Lima, Cleber de Oliveira Ferreira, Kelly Vanessa Nunes de Sousa, Árlisson Miguel Pereira Cruz

Cinco dramaturgias amazônicas reunidas em um volume: Aaarrg! Piratas!, Mergulhão, O Cavalo Encantado do Uaicurapá, Oceanos e Viper Paradise. Entre mito, memória, humor e violência, cada texto encontra uma forma própria de escrever para a cena, e juntos mostram que não há uma única Amazônia nem uma única maneira de narrá-la. Organizado por dirigentes da Federação de Teatro do Amazonas (FETAM).

Sobre o livro

Este livro reúne cinco dramaturgias que atravessam mitos, memórias, afetos, conflitos, silêncios e imaginários.

Aaarrg! Piratas!, humor, música e aventura brincam com a história e com o próprio fazer teatral. Mergulhão revela as relações familiares e as marcas da violência, entre corpos, imagens e silêncios. O Cavalo Encantado do Uaicurapá, a fábula e a encantaria fazem da tradição oral uma força viva. Oceanos, vozes e memórias fluem como águas, aproximando-se e afastando-se entre pausas, rupturas e permanências. Viper Paradise transforma encontros e lembranças em presença e testemunho.

Diferentes em suas formas e linguagens, essas obras encontram na cena um território comum para imaginar, questionar e reinventar experiências. Aqui, não há uma única Amazônia, nem uma única maneira de narrá-la. Há muitos rios, territórios, corpos, histórias, mitos e modos de existir.

Cada obra traz uma voz e um olhar singular, preservando sua identidade e ampliando o diálogo com as demais. Mais que reunir textos, esta publicação reúne mundos possíveis entre memória e invenção, mito e cotidiano, dor e humor. São dramaturgias que afirmam a criação como presença, resistência e liberdade. Juntas, formam uma floresta de vozes, múltiplas como a floresta e moventes como os rios. Em sua diversidade, revelam a força viva da cena e da dramaturgia amazônica contemporânea.

Reunidas neste livro, estas dramaturgias apresentam maneiras bastante distintas de escrever para a cena. Entre mito, memória, fabulação, humor, violência, oralidade e tensões históricas, cada obra encontra uma forma própria de lidar com personagens, narrativas, espaços e com aquilo que a escrita projeta para o palco. A reunião desses textos interessa justamente porque não oferece uma resposta única para o que possa ser uma dramaturgia escrita na Amazônia hoje. Os autores chegam a este livro por caminhos diferentes. É desse encontro, e não de uma suposta unidade entre suas escritas, que esta publicação se faz. (Francis Madson, diretor e dramaturgo)

Para quem é

artistas, estudantes e pesquisadores de teatro e de dramaturgia, grupos teatrais e leitores de literatura amazônica.

Sumário

  1. Uma floresta de histórias: olhares sobre a dramaturgia amazônica (Marília Bonfim e Tenório Telles)13
  2. Prefácio, por Francisco Rider17
  3. Aaarrg! Piratas! (Iogan Montefusco e Emily Danali)23
  4. Mergulhão (Henrique Campelo)47
  5. O cavalo encantado do Uaicurapá (Wallace Abreu)67
  6. Oceanos, peça em quatro atos (Paulo Tiago de Souza)81
  7. Viper Paradise (Felipe Maya Jatobá)93
  8. Galeria103

Sobre os autores

Iogan Montefusco

Ator, diretor e dramaturgo · Grupo de teatro Estridular (Manaus/AM)

Amazonense, natural de Envira, de 26 anos, Iogan Montefusco é um multiartista que, especialmente na linguagem teatral, trabalha com diversas frentes criativas, como ator, diretor, escritor, músico, circense e bonequeiro. Formou-se bacharel em teatro no ano de 2022 e atualmente é licenciando na Universidade do Estado do Amazonas e professor de teatro no Colégio Lato Sensu. Trabalhando com as artes da cena desde 2016, participou de grandes festivais como FIT (Festival Internacional de Teatro) e teve a honra de fazer parte de diversas companhias de renome, como a Vitória Régia que possui 42 anos de produções artísticas e o Ateliê 23 que é um dos grupos mais relevantes de Manaus tendo sido indicados ao 34º Prêmio Shell de Teatro. Através do grupo de teatro Estridular, do qual está à frente, Iogan Montefusco, misturando seus conhecimentos em diferentes frentes artísticas, cria a cada obra um novo universo, buscando extrapolar as possibilidades da cena, com música, bonecos, jogos, arte, mas principalmente criando vínculo com o público.

    Emily Danali

    Atriz, dramaturga e arte-educadora · Companhia Estridular (Manaus/AM)

    Natural de Manaus, Amazonas, é atriz, cantora, compositora, palhaça, escritora, dramaturga, diretora, produtora teatral e arte-educadora. Bacharela em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), possui pós-graduação em Cantoterapia e é mestranda em Artes Cênicas pela Escola Superior Célia Helena, em parceria com a Fundação Itaú. Atualmente, é professora de teatro na Escola de Artes Interarte e integra o elenco dos espetáculos AAARRG! PIRATAS!, da Companhia Estridular, e Fértil em Terras Áridas, do Ateliê 23. Também atua como palhaça e dramaturga na Coletiva de Palhaças. Ao longo de sua trajetória, já apresentou espetáculos em diversas regiões do Brasil. Sua pesquisa artística investiga a musicalidade na cena contemporânea a partir do conceito de corpo-banzeiro, articulando memória, território amazônida e processos de criação cênica. Em 2024, lançou seu primeiro livro de poesias, “Sentindo Falas”.

      Henrique Campelo

      Produtor cultural e artista multidisciplinar · Grupo Fome (Manaus/AM)

      Produtor cultural, artista multidisciplinar, fotógrafo e pesquisador das artes da cena, atua desde 2018 na área, com experiência em produção executiva, direção, mediação cultural e formação artística. É fundador do Grupo Fome, coletivo dedicado à criação artística, à pesquisa e à promoção da acessibilidade cultural em Manaus, desenvolvendo ações que articulam teatro, fotografia, memória e participação comunitária. Atualmente é licenciando em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde desenvolve investigações sobre processos de criação dramatúrgica, corpo e performance.

        Wallace Abreu

        Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia · Cia de Atores Escalafobéticos (Itacoatiara/AM)

        Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, graduado em Comunicação Social – Jornalismo, com formação técnica em Artes Cênicas. Natural do município de Itacoatiara/AM, atua como ator, escritor, diretor artístico e produtor cultural há 20 anos, junto à Cia de Atores Escalafobéticos, onde desenvolve atividades voltadas, principalmente, ao público infantil, bem como à cultura popular e ao teatro de rua.

          Paulo Tiago de Souza

          Bacharel em Teatro · Grupo Garfo na Tomada (Manaus/AM)

          Artista multidisciplinar que faz teatro desde a infância e é bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Atualmente, atua como dramaturgo, professor de artes e produtor cultural. Escreve contos, crônicas, poesias e enunciados aforísticos desde a adolescência. Além disso, integra o grupo Garfo na Tomada e dá vida ao artista Yankee Ubiratan, projeto no qual produz ontologias musicais e videoperformances.

            Felipe Maya Jatobá

            Ator, diretor e dramaturgo · Grupo Jurubebas de Teatro (Manaus/AM)

            Felipe Jatobá é ator, diretor, dramaturgo e pesquisador teatral. Sua criação artística transita entre as dramaturgias autoficcionais e as encantarias amazônicas, investigando as relações entre memória, território, identidade e fabulação. É diretor do Grupo Jurubebas de Teatro e da Descartável Cia, tendo desenvolvido uma trajetória marcada pela criação de espetáculos, curadorias, festivais e projetos de formação artística na região Norte do Brasil. Produtor Cultural de projetos pela FUNARTE e Rumos Itaú Cultural, é Premiado nacionalmente nas áreas de direção, atuação e dramaturgia, é coautor de Amazonas Dramaturgia – Vol. 2 (Editora Diversa) e teve obras reconhecidas em importantes concursos e festivais brasileiros. Também atua no audiovisual como ator, assistente de direção de arte e figurinista, com trabalhos exibidos em festivais nacionais e internacionais, entre eles o Festival Internacional de Curtas de Oberhausen (Alemanha).

              Maria Gorete Firmino de Lima

              Doutora em Ciências da Educação · Federação de Teatro do Amazonas (FETAM)

              Atriz-Produtora da Companhia Teatral A Rã Qi Ri, Arte-Educadora-Arteterapeuta na SEMED/Manaus e SEDUC/AM. Doutora em Ciências da Educação-UNIDA-PY, Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia–UFAM. Especialista em Teatro e Educação-IFNMG. Graduada em Educação Artística, habilitada em Desenho e Música-UFAM e 2ª Graduação em Teatro-Instituto Ítalo Brasileiro. Ex-vice-presidente da Federação de Teatro da Amazônia, gestão “Vem ser FETAM” (2023-2026), entidade de classe, organizadora do Festival de Teatro da Amazônia.

                Cleber de Oliveira Ferreira

                Mestre em Educação · Federação de Teatro do Amazonas (FETAM)

                Ator, professor e produtor cultural. Mestre em educação, formado em teatro e especialista em gestão e produção cultural. Ex-presidente da Federação de Teatro do Amazonas – FETAM. Foi coordenador geral e diretor artístico do Festival de Teatro da Amazônia – FTA. Fez parte da comitiva da Fundação Nacional das Artes – FUNARTE no Festival Teatro a Mil em Santiago, Chile; do Encontro de Políticas Públicas de Teatro da FUNARTE e nas rodadas de negócios do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) + Ibero-América 2025, realizados em Fortaleza/CE, Brasil. Atualmente, integra o grupo de trabalho da FUNARTE para proposição e acompanhamento das estratégias de implementação do setorial de teatro, representando a região norte do país. É membro da Cia de Teatro O Pulo do Sapo, sediada em Manaus/AM, Brasil.

                  Kelly Vanessa Nunes de Sousa

                  Licenciada e bacharel em Teatro · Federação de Teatro do Amazonas (FETAM)

                  Atriz, professora de Artes e produtora cultural. Licenciada e Bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), finalista da pós-graduação em Desenvolvimento, Etnicidade e Políticas Públicas pelo IFAM e aluna especial do Mestrado em Ciências Humanas da UEA. Idealizadora e atriz no espetáculo “Operária” (2023-2026), atuante na produção de Teatro e Circo em Manaus. Foi Secretária da Federação de Teatro do Amazonas (FETAM), onde atuou por três anos, até 2026.

                    Árlisson Miguel Pereira Cruz

                    Bacharel em Direito e gestor cultural · Federação de Teatro do Amazonas (FETAM)

                    Gestor de projetos culturais, produtor executivo e bacharel em Direito, com especializações em Gestão e Produção Cultural e Direito Público. Atua há mais de dez anos na gestão, produção e coordenação de projetos, festivais e eventos culturais. Foi Diretor Administrativo e Financeiro da FETAM e coordenou a Mostra de Teatro do Amazonas e o Festival de Teatro da Amazônia, reconhecido nacionalmente com o Prêmio Cenym de Melhor Projeto ou Evento de Incentivo ao Teatro. Atua também como parecerista e consultor em gestão cultural, políticas públicas, editais de fomento e elaboração de projetos. É Ator e Diretor de Produção, DRT nº 240/AM.

                      Como citar esta obra

                      Se você vai referenciar este livro em um trabalho, é só copiar no formato que o seu texto usa.

                      MONTEFUSCO, Iogan; DANALI, Emily; CAMPELO, Henrique; ABREU, Wallace; SOUZA, Paulo Tiago de; JATOBÁ, Felipe Maya; LIMA, Maria Gorete Firmino de; FERREIRA, Cleber de Oliveira; SOUSA, Kelly Vanessa Nunes de; CRUZ, Árlisson Miguel Pereira. Amazonas Dramaturgia: Volume 5. Araucária: Editora Sorian, 2026. 112 p. ISBN 978-65-5453-949-4.

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