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Educação

Cultura

Variedades da língua na concordância verbal e intervenção pedagógica

Autoria: Márcione Teles de Melo Barros

A preocupação central desta pesquisa foi compreender a presença das diferentes variantes linguísticas nas redações dos alunos, especificamente na concordância verbal e compreender se são as variantes extralinguísticas (sociais e culturais) as responsáveis pelo aparecimento das variantes linguísticas ou não nos textos,

Sobre o livro

A preocupação central desta pesquisa foi compreender a presença das diferentes variantes linguísticas nas redações dos alunos, especificamente na concordância verbal e compreender se são as variantes extralinguísticas (sociais e culturais) as responsáveis pelo aparecimento das variantes linguísticas ou não nos textos, tendo como pressuposto as aulas de língua portuguesa. A pesquisa foi conduzida inquirindo 5 professores de língua portuguesa e 253 alunos, destes foram escolhidos 10 que tiveram relevância na temática estudada no ensino médio numa escola da zona urbana pertencente à rede estadual no interior do estado de Pernambuco. Na busca por respostas em torno do objeto pesquisado, foi realizada uma abordagem sociolinguística quantitativa e uma abordagem complementar de base qualitativa e finalidade pedagógica. No primeiro momento, na fase quantitativa da pesquisa, foram feitos os questionários socioculturais com os alunos investigados, em um segundo momento foi pedido que os alunos escrevessem um texto com características do gênero dissertativo com introdução, desenvolvimento e conclusão, e uma linguagem objetiva, e em seguida na fase qualitativa da pesquisa foi feita uma entrevista com os cinco professores de língua portuguesa que lecionam na escola. Os resultados demonstram que existem diferentes variantes linguísticas encontradas nos textos dos alunos, mais especificamente na concordância verbal, mas foi desmistificada a ideia de que estes escrevem com tais variedades porque tem influência extralinguística, mas assim o fazem porque não dominam as regras da gramática normativa. Sendo assim, o ensino não está reconhecendo por completo a realidade heterogênea da língua e ainda se atenta apenas à propagação da língua cultivada pela tradição gramatical, trabalhando a língua-padrão como única possibilidade de acerto, excluindo as demais variantes, rotulando-as como erros ou desvios.

Para quem é

professores, gestores escolares, formadores e pesquisadores da área de Educação.

Sobre a autoria

A pesquisa foi conduzida inquirindo 5 professores de língua portuguesa e 253 alunos, destes foram escolhidos 10 que tiveram relevância na temática estudada no ensino médio numa escola da zona urbana pertencente à rede estadual no interior do estado de Pernambuco. Na busca por respostas em torno do objeto pesquisado, foi realizada uma abordagem sociolinguística quantitativa e uma abordagem complementar de base qualitativa e finalidade pedagógica. No primeiro momento, na fase quantitativa da pesquisa, foram feitos os questionários socioculturais com os alunos investigados, em um segundo momento foi pedido que os alunos escrevessem um texto com características do gênero dissertativo com introdução, desenvolvimento e conclusão, e uma linguagem objetiva, e em seguida na fase qualitativa da pesquisa foi feita uma entrevista com os cinco professores de língua portuguesa que lecionam na escola.

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